29 agosto 2016

Pichada após denúncia da Lava Jato, igreja apaga protesto contra Cunha

Do G1 Campinas e Região
Pichação contra Eduardo Cunha, em igreja de Campinas, foi apagada (Foto: Reprodução Facebook / G1 Campinas)Pichação contra Eduardo Cunha, em igreja de Campinas, foi apagada (Foto: Reprodução Facebook e G1)
Pichada após ser mencionada em denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a igreja evangélica Assembleia de Deus, em Campinas (SP), apagou o protesto que pedia "cadeia" para o peemedebista. De acordo com o documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado teria orientado dois depósitos à instituição, que somam R$ 250 mil, para lavar dinheiro de propina no esquema de corrupção da Petrobrás. O político se diz inocente.

G1 foi ao templo localizado na Rua Barão de Parnaíba, uma das vias mais antigas da região central, nesta terça-feira (25). Em meio às obras que visam garantir mais acessibilidade aos fieis na entrada principal, a igreja mantém a rotina de cultos e silêncio sobre o suposto envolvimento na Operação Lava Jato. Tanto que um voluntário garantiu desconhecer o protesto contra Cunha registrado na fachada, tampouco a correção improvisada e ainda com tinta fresca.
Igreja, em Campinas, teria recebido dois depósitos no esquema de corrupção (Foto: G1 Campinas)Igreja, em Campinas, teria recebido dois depósitos
no esquema de corrupção (Foto: G1 Campinas)
Dentro do templo, pelo menos 60 acompanhavam o culto ministrado por um pastor - que não é o titular - na manhã desta terça. Uma diaconisa contou que a chuva reduziu o número de visitantes, ao lembrar que o local tem capacidade para quase 500. Ela preferiu não ser identificada pelo nome.
"Todo dia tem culto. Aqui há cura, milagres. Se fosse qualquer igreja, não iria resistir todo esse tempo", defende ao mencionar que a instituição é quase centenária na cidade. Só adota cautela e fica desconfortável ao ser questionada sobre o suposto uso da instituição para lavagem de dinheiro. "Acredito que seja mentira, mas eu não sei da vida financeira dos outros", falou, ao lembrar que viu o pastor titular pela última vez no domingo (23). "Nada mudou."

Denúncia contra Cunha
O presidente da Câmara foi denunciado sob a acusação de ter recebido, entre junho de 2006 e outubro de 2012, pelo menos US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras. Na denúncia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, narra como era o esquema à época e diz que os depósitos ao templo, em 2012, foram orientados por Cunha.
"É notória a vinculação de Eduardo Cunha com a referida igreja. O diretor da referida igreja perante a Receita Federal é Samuel Cassio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado frequenta. Foi nela inclusive que Eduardo Cunha celebrou a eleição para Presidência da Câmara dos Deputados", diz texto da denúncia. Clique para ver a íntegra.

Atualmente, Samuel Cassio Ferreira é pastor na Assembleia de Deus Brás, na capital paulista, enquanto que o filho dele, Manoel Ferreira Netto, é o pastor titular da igreja em Campinas.
A funcionária responsável pelo atendimento no templo de São Paulo afirmou ao G1 por telefone, nesta terça-feira, que Samuel Cassio Ferreira permanece como presidente da instituição, mas alegou que ele não estava e não tinha acesso a outros contatos do pastor, nem de possíveis advogados. Manoel Ferreira Netto também não foi encontrado na igreja de Campinas durante a manhã.

Orientação para não falar
Dois homens que se identificaram como auxiliares do pastor titular informaram que orientação da "liderança da igreja" é para que não se manifestem sobre o assunto. "Quando for o momento correto, o departamento de comunicação ou jurídico entrará em contato com a imprensa para comentar", falou um deles, embora a denúncia de Janot já tenha sido feita há cinco dias.

O outro disse que a rotina no templo não mudou, uma vez que "ninguém tem motivo para se esconder", e salientou que a reforma visa garantir mais acessibilidade aos deficientes físicos que frequentam os cultos. "A igreja vai completar 84 anos, então precisamos mudar a escada, fazer melhorias", completou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se encontra com trabalhadores e sindicalistas no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no bairro da Liberdade, região central da capital paulista (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)Eduardo Cunha diz que não cogita renunciar ao
cargo (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)
Cunha se defende
Procurada pelo G1 para comentar sobre a pichação e suposta orientação para depósitos à igreja, a assessoria de Cunha informou que somente o advogado dele, Antonio Fernando de Souza, poderia se manifestar sobre o assunto. A reportagem, contudo, não conseguiu contato com ele.

No mesmo dia em que foi denunciado, Eduardo Cunha divulgou uma nota, por meio da assessoria, para dizer que é "inocente” e foi “escolhido” para ser alvo de investigação. "Estou absolutamente sereno e refuto com veemência todas as ilações constantes da peça do procurador-geral. Sou inocente e com essa denúncia me sinto aliviado, já que agora o assunto passa para o Poder Judiciário”, diz texto. No mesmo documento, ele afirma confiar na isenção e imparcialidade do STF.

No dia seguinte à denúncia, o presidente da Câmara adiantou que não cogita renunciar ao cargo, mesmo diante da possibilidade de se tornar réu no STF.  "Não há a menor possibilidade de eu não continuar no comando da Câmara, abrindo mão daquilo que a maioria absoluta me elegeu em primeiro turno. Renúncia é um ato unilateral. Isso não faz parte do meu vocabulário, e não fará. Assim como covardia", afirmou. Eleito em fevereiro, ele tem mandato até 2017.

25 agosto 2016

Ministério Público alerta: é proibido pedir votos em igrejas e discriminar religiões

 
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O Ministério Público vem reforçando o alerta de que é proibido pedir votos em templos religiosos de acordo com a legislação eleitoral vigente. A desobediência pode resultar em penalidades da Justiça Eleitoral, sanções e até cassação do registro de candidatura.
Há, por parte do MP, uma preocupação de que todos os candidatos estejam cientes das limitações da campanha. Em uma nota divulgada na última semana os pontos centrais foram reforçados, além de uma mensagem de combate à discriminação religiosa.
A promotora Mariana Bazzo, do Núcleo de Proteção Étnico-racial do Ministério Público, Mariana Bazzo, comentou que as religiões de matrizes africanas costumam sofrer discriminação no período eleitoral.
“Pelo princípio da laicidade, primeiro que não se utilize a propaganda eleitoral como forma de ofensa a religiões que não são muitas vezes respeitadas aqui no Brasil, sobremaneira as de matriz africana. Não se pode tolerar que a propaganda eleitoral se utilize de racismo religioso”, comentou.
De acordo com informações do Paraná Portal, o MP alertou que práticas consideradas como racismo religioso podem resultar na cassação do registro e do diploma dos candidatos, além de ações penais por parte do Ministério Público.
A questão dos pedidos de votos em templos também foi comentada pela promotora, que lembrou que, nem o candidato, nem terceiros, podem fazer campanha nos locais de culto: “Vedada qualquer espécie de propaganda eleitoral positiva e negativa, pedido de voto, ainda que simulado; manifestação de apoio ou agradecimento público a candidatos e pré-candidatos; e que não pode também haver doação direta em dinheiro a propagandas e candidaturas por parte das instituições religiosas”, explicou.
A Justiça Eleitoral disponibiliza, durante a campanha, pelo menos um promotor para cada município, com a função de receber as denúncias de irregularidades cometidas pelos candidatos.

Se a sua igreja vende voto por tijolo, ela é corrupta, diz Rubens Teixeira

10 agosto 2016

Polícia deve arquivar acusação contra assessor de Feliciano e poderá indiciar Patrícia Lélis; Veja provas



A denúncia de Patrícia Lélis contra Talma Bauer, chefe de gabinete do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), deverá ser arquivada pela Polícia Civil de São Paulo, que estuda a possibilidade de indiciar a estudante por falsa comunicação de crime.
As investigações feitas pela equipe liderada pelo delegado Luís Roberto Hellmeister encontraram provas que indicam que a estudante de jornalismo não esteve em cárcere privado ou sob coação de Bauer.
Agora, a Polícia considera Patrícia suspeita de ter negociado seu silêncio por R$ 300 mil, divididos em seis parcelas. Os R$ 20 mil apreendidos com o jornalista Emerson Biazon seriam parte do primeiro pagamento.
Os investigadores tentam identificar um homem chamado Artur, do Rio de Janeiro, que teria ajudado Patrícia a intermediar a negociação.
Esse novo personagem da trama foi entregue por Emerson Biazon, que inclusive forneceu prints de tela de seu celular em conversas que teriam sido mantidas com Patrícia e tratando do recebimento dos R$ 300 mil.
Confira:
prints cel emerson biazon
As imagens acima foram entregues por Emerson durante depoimento prestado na tarde da última terça-feira, 09 de agosto. Na delegacia, o jornalista também entregou fotos de um encontro entre ele, Talma Bauer, Patrícia Lélis e um homem chamado Marcelo Machado na churrascaria Boi de Ouro, em São Paulo.
Marcelo Machado é o homem apontado por Patrícia Lélis como um produtor de eventos gospel em sua entrevista coletiva no Senado, na última segunda-feira à noite.
De acordo com informações do jornalista Leandro Mazzini, do Uol, Emerson disse à Polícia que a estudante afirmou que Machado seria seu empresário e teria chegado a ligar para ele, no Rio de Janeiro, pedindo o número de sua conta bancária Pessoa Jurídica para que fossem feitos depósitos mensais. “Ele desconfiou do que se tratava após respostas evasivas dela, e não topou o acordo”, comentou Mazzini em sua matéria.
Confira o almoço na churrascaria:
Emerson Biazon ao lado de Talma Bauer e Marcelo Machado ao lado de Patrícia Lélis durante o almoço
Emerson Biazon ao lado de Talma Bauer e Marcelo Machado ao lado de Patrícia Lélis durante o almoço

B. O.

A decisão de Patrícia em ir à delegacia denunciar Talma Bauer por cárcere e coação teria sido tomada, de acordo com Mazzini, após sua mãe, Maria Aparecida de Souza, ter viajado de Brasília a São Paulo, de surpresa, e convencido a estudante a denunciar a situação.
Maria Aparecida já havia revelado, dias antes, que sua filha havia ligado pedindo uma conta bancária atrelada a um CNPJ, para que fosse feito um depósito. A mãe da estudante afirmou a Mazzini, no entanto, que nenhum valor foi creditado nessa conta.
A Polícia descobriu que Patrícia teria feito compras de alto valor em um shopping, chegando a pagar R$ 700,00 em apenas uma maquiagem em um salão de beleza, antes de gravar o segundo vídeo em que desmentia as acusações contra Feliciano.
“A Polícia conseguiu provas de que houve gastos altos de Patrícia durante sua estadia por SP. O hotel e sua passagem aérea foram pagos por Bauer – o que evidencia que ela já viajara para a capital paulista ciente de que haveria o trato […] Hellmeister já está certo, com as evidências entregues por Emerson Biazon, de que não houve coação e sequestro da jovem”, comentou Mazzini.

Versão de Patrícia

A estudante afirmou, sem entrar em muitos detalhes, que a negociação feita por Emerson Biazon tinha sua anuência, mas que ela não havia feito exigências financeiras.
“Eu não queria dinheiro, nunca quis, e disse que se ele quisesse negociar que não me envolvesse nisso […] Eu só queria ficar em paz e minha vida de volta”, teria dito Patrícia Lélis a Leandro Mazzini, em ligação telefônica realizada na última terça-feira, 09 de agosto.
José Carlos Carvalho, advogado criminalista que atua na assistência a Patrícia, disse acreditar que sua cliente é inocente e que teria sido vítima de agressão e abuso sexual e/ou estupro.
Carvalho afirma que o relato de Patrícia sobre o cárcere privado o convenceu, e que está preparando a defesa da estudante caso a Polícia Civil de São Paulo a indicie por falsa comunicação de crime, que pode render pena de 1 a 6 meses de prisão ou multa, em caso de condenação.
O delegado Hellmeister, do 3º DP paulistano, estuda se deve indiciar Patrícia por falsa comunicação de crime, mas também, diante das evidências, poderá indiciar Talma Bauer na tentativa de silenciá-la mediante pagamento. A Polícia ainda não sabe a origem do dinheiro, incluindo os R$ 20 mil já apreendidos.

08 agosto 2016

Feliciano recebeu fotos íntimas e ameaças da mulher que o acusa de assédio


Feliciano recebeu fotos íntimas e ameaças da mulher que o acusa de assédioFeliciano recebeu fotos íntimas e ameaças de jovem
Em meio a uma “guerra” de versões entre a jornalista Patrícia Lélis, 22 anos, e o gabinete do deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP), mais um fato veio à tona neste sábado (6). Desde que começou a denunciar acusações de assédio, agressões e tentativa de estupro, a Coluna Esplanada, do portal UOL, afirmava que tinha prints de conversas entre a jovem e o parlamentar. Nelas, ele assumiria a agressão e ela era retratada como vítima.
Enquanto Lélis divulgava vídeos na internet avisando que eram mentiras “da esquerda”, áudios com a voz dela e do assessor de Feliciano, Talma Bauer, também “vazaram”. O bate-papo em uma lanchonete de Brasília mostra que a jornalista tinha o hábito de gravar suas conversas relativas ao caso.
O conteúdo revela uma tentativa de Patrícia em resolver algumas pendências dentro do PSC, partido ao qual ela estava ligada. Ela menciona que estava sendo prejudicada no seu relacionamento por um jovem de nome Tiago. Insistia ainda para que Feliciano reconhecesse as agressões e o assédio.
O caso começou a receber atenção dos jornais e de políticos rivais do pastor. Foi aberta uma investigação criminal em São Paulo, onde Patrícia esteve nos últimos dias. Nesta sexta (5), Bauer foi detido, interrogado e liberado. Ele precisará responder pelas acusações, que incluem cárcere privado. Patrícia, que estava acompanhada da mãe, dizia ter sido ameaçada de morte pelo assessor e pelo presidente do PSC, pastor Everaldo.
Contou ainda que foi obrigada por Bauer a gravar os vídeos com o desmentido e recebeu a oferta de “um saco de dinheiro” por seu silêncio.
Quem acompanha a jovem nas redes sociais vê que ela estava em São Paulo na companhia de amigos e fazia publicações com frequências nas redes sociais mostrando isso, o que dificulta as acusações de cárcere privado.

Os prints

No mês passado, durante um enfrentamento público de Feliciano com o humorista Gregório Duvivier, em uma das publicações do pastor no Twitter, uma imagem postada por ele mostrava o print de uma conversa com Patrícia. Provavelmente adicionada por engano, revelava que jovem mandava fotos insinuantes para ele, onde estava seminua.
Agora, novos prints foram divulgados pelo site Gospel Mais com mais imagens de conversas entre a jovem e o pastor. A sequência deixa claro que ela buscou uma aproximação com ele, revela que sofreu estupros seguidos na adolescência e que tinha problemas espirituais.
Sendo Feliciano um líder religioso, ela pede ajuda para ele, e também que a coloque em contato com a psicóloga Marisa Lobo. Amiga do deputado de longa data, ela pertenceu ao PSC, mas hoje está no Solidariedade concorrendo a uma vaga como vereadora em Curitiba.
Depois de uma audiência pública no Senado, Patrícia entrou em contato com Feliciano pela primeira vez pelo aplicativo, onde afirma: “Estou feliz em estar ao lado do senhor e dos Bolsonaros”.
Em seguida, narra que sofreu estupros e conta mais sobre sua vida pessoal.  A resposta do pastor mostra que não havia intimidade, uma vez que ele pede para que ela diga novamente o nome. Ela confirma que é Patrícia, e lembra que é do PSC de Brasília. Ato contínuo, alega ter “sentido comunhão” e pede conselhos.
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Segue então um relato extenso, onde diz que com 15 anos foi violada por várias vezes. A pessoa, que alguém próximo da família, foi esfaqueado por ela e isso resultou na cadeia do acusado. A certa altura ela afirma que ficou com traumas depois dessa situação.
“Tomei raiva de homens. E ainda hoje sonho. Acordo desesperada. E quando estou ansiosa ou não consigo o que quero eu me corto. Às vezes sinto mordidas pelo corpo. Ouço vozes. Pastor, será que ele plantou demônios em mim? Fui em algumas igrejas que falam de ligação de alma. Já fiz quebra de maldição. Quebra pacto. O senhor acha que preciso de libertação ainda?”, escreveu.
Após explicar que já procurou vários psicólogos, pede que ela a apresente para Marisa Lobo. O deputado lembra que “o mundo espiritual é terrível sim” elogia Marisa e finaliza: “Nada melhor do que orar”.
Além de afirmar conhecer várias pessoas do convívio do deputado, como a doutora Damares Alves e o senador Magno Malta (PR/ES), se oferece para ajudar na CPI da UNE, inciativa de Feliciano, que estava sendo muito debatido na época.
Pelas características do aplicativo, fica claro que se os prints forem verdadeiros, foram tirados do telefone do deputado. Há um intervalo de tempo entre a primeira conversa e as outras, que giram em torno de um relacionamento com Thiago, líder do PSC do Paraná, a quem ela se referia nos áudios com Bauer.
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Patrícia começa então a enviar fotos sensuais e faz elogios ao pastor Feliciano, dizendo que ele é bonito. Ele a chama de “atrevida” e logo em seguida, questiona:  “Que fotos são essas?”. Também faz um pedido: “Olha, me desculpe mas acho que você está se equivocando comigo. Não estou gostando do rumo desta conversa. Não quero que me envie fotos tá?”.
Ela não gosta da resposta, menciona que teve atritos com outras pessoas no PSC, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro. “Agora o senhor me dá sermão? Acho que vou mudar de partido. PT ou PC do B”, ameaça.
Há um outro intervalo antes que ela volte a procurar o deputado Feliciano, acusando-o de estragar seu relacionamento com Thiago. A maneira como o parlamentar responde deixa claro que ela estaria usando mentiras e o nome de Silas Malafaia indevidamente.
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Pede então que ela pare com isso. “Patrícia, toda mentira tem perna curta. Eu, na tentativa de te ajudar, porque você disse que ele gosta de mim como pastor, liguei pra saber o que ele queria. Resultado, ele me disse que você está obsessiva, parecendo uma louca! Que não para de ligar pra ele, e mais, e tem mais, ele me falou do e-mail que chegou como se fosse do pastor Malafaia pedindo pra ele te namorar! Que loucura é essa? Ele também falou que você disse a ele que sou seu pastor. Como isso? Se nem igreja tenho em Brasília? Você disse a ele que é amiga da minha filha… Falou da vereadora Carla de Curitiba, que ela quase estragou meu casamento. De onde você tira essas coisas loucas? Patrícia, chega! Não quero mais conversa com você. Adeus!”.
A resposta dela mostra descontrole e raiva. Ofende vários membros do PSC, incluindo Eduardo Bolsonaro e Everaldo.  “Vocês deste partido de m… não prestam mesmo”, insiste.  Seguem então duas imagens dela tomando banho, como uma provocação: “Vocês vão perder isso, ó. Olha minha pintinha que fofa!”. Diante do silêncio de Feliciano, usa a Bíblia: “Não vai mais falar comigo? Me perdoa vai? É 70 x 7 não é?”.
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Como o deputado não dá retorno, ela mostra que possuía um plano: “Bom, já que não fala comigo por aqui, darei um jeito de chamar sua atenção… Vocês vão se arrepender kkkkk”. Diz que conhece deputados do PT e do PCdoB. “Tem certeza que não vai mais falar comigo? Olha que eu posso resolver falar com eles, hein?”, diz a última mensagem, deixando claro que há uma conotação política.

Deputadas petistas pedem que Ministério Público investigue o pastor Marco Feliciano

As acusações contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ainda não foram comprovadas, mas um grupo de quatro deputadas federais formalizou uma denúncia contra ele.
Erika Kokay (PT-DF), Ana Perugini (PT-SP), Luizianne Lins (PT-CE) e Margarida Salomão (PT-MG), todas adversárias políticas do líder evangélico, fizeram uma representação contra ele na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público.
O documento foi enviado na tarde da última sexta-feira, 05 de agosto, pedindo investigação sobre as denúncias feitas contra o pastor.
“Não queremos ferir qualquer presunção de inocência. Consideramos que denúncias, como essa, não podem ser banalizadas e têm que ser investigadas”, disse Kokay, representando as colegas de parlamento na entrega do documento, de acordo com informações de Leandro Mazzini, da coluna Esplanada, do Uol.

Mais um

Na última quarta-feira, 03 de agosto, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) já havia enviado ofício ao Ministério Público pedindo investigação do suposto abuso sexual que teria sido cometido contra a jornalista Patrícia Lélis.
Vanessa Grazziotin é uma das senadoras que se mantém fiéis à presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e lidera a Procuradoria Especial da Mulher no Senado Federal. De acordo com Mazzini, Grazziotin endereçou o ofício ao procurador-geral do MPDFT, Leonardo Bessa, afirmando que “a denúncia é mais um caso de assédio sexual, praticada por figura tida como zelador de direitos e garantias individuais”.
No requerimento, a senadora, tomando Feliciano como culpado, afirma que “o grave relato da estudante que foi pressionada a sair de Brasília evitando um escândalo, precisa ser investigado e a culpa atribuída ao autor do fato”.

21 julho 2016

Vídeo: pastor cria “pílulas do esquecimento”, unge comprimidos no Egito ...



As “pílulas do esquecimento”, apresentadas pelo pastor Flamarion Rolando, da Igreja do Evangelho Quadrangular, foram ungidas em frente às pirâmides do Egito e estão sendo distribuídas pela denominação em sua filial de Governador Valadares (MG).
A pílula seria parte de um “ato profético” que traria ao fiel a capacidade de esquecer as dores e sofrimentos pelos quais passou.
Em um vídeo, Rolando afirma que os fiéis terão um replay do milagre de Manassés: “Aqui do Egito, onde Deus visitou José, e apagou da memória dele o passado de sofrimento, nós consagramos a pílula do milagre. Quando você ingerir dessa pílula, o seu passado de sofrimento vai ser totalmente esquecido”, diz o pastor.
No vídeo publicado pelo pastor, não há informações do que são feitas as pílulas, e se há contraindicações a pessoas com problemas de saúde restritivos.
Assista ao vídeo:


Rio poluído

Flamarion Rolando é conhecido por manifestações polêmicas e não consensuais em termos teológicos.
No ano passado, quando o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco poluiu toda a região, assim como as águas do Rio Doce, em Minas Gerais, o pastor foi ao local da tragédia ambiental e lançou sal sobre as águas, alegando que aquele “ato profético” purificaria o local.
A inspiração para o pastor quadrangular surgiu da passagem bíblica de II Reis 2, quando o profeta Eliseu lançou sal sobre as águas sobre um manancial para tornar a água potável. Na Bíblia, o milagre teve efeito imediato, e o povo pôde desfrutar da fonte. Já no caso do Rio Doce, as águas continuam poluídas, com a natureza morta às margens e os peixes, mortos.

Pastor vende sabão em pó 'ungido' e o pior que tem troxa que compra

18 julho 2016

Evangélico taxista expulsa passageira do carro por ser “satanista”- Assista



O fato aconteceu na madrugada da quinta-feira(14/06), após a musicista Eliza Schinner solicitar os serviços de um carro do aplicativo Uber. Segundo postou no seu perfil no Facebook, ela diz ter sido vitima de “intolerância religiosa”.-Confira e comente…
Segundo informações passadas pela passageira no seu perfil no Facebook, teria pedido transporte através dotaxista-evangelico-expulsa-passageira-satanista-post-faceaplicativo na madrugada do dia 14/07. O motorista veio ao encontro dela para prestar o serviço, contudo no meio do trajeto a passageira pediu para que o motorista, evangélico, pois estava com o rádio do carro sintonizado numa rádio evangélica ou ouvindo um CD de musica gospel, para desligar ou baixar o volume.
Segundo relata a musicista em seu perfil, ela afirma que o motorista ficou irritado com a solicitação e disse:”Não vou mudar a rádio, pois isso é música pro rei”, afirmou em seu post.
Eliza diz que o motorista teria se irritado a ponto de expulsá-la do carro no momento em que ela afirmou que era “satanista”, dizendo: “sai do meu carro agora! Você falou o nome de Satanás dentro do meu carro. Não admito isso. Vai sair é agora!”, conforme post.
taxista-evangelico-expulsa-passageira-satanista-saindo-do-postoPara confirmar a sua denuncia ela publicou um vídeo do exato momento que o motorista supostamente evangélico a expulsa do carro. Eliza diz que foi obrigada a sair do carro em um bairro as 2h da manhã, do nada!. Onde foi colocada pela atitude do motorista a segurança da passageira, mesmo sendo deixada em um posto de gasolina.
A empresa em comunicado afirma que: “”Definitivamente esta não é a experiência que a (empresa) Uber deseja oferecer a seus usuários. Este tipo de comportamento não é tolerado e já tomamos as providências necessárias em relação ao motorista parceiro para que situações como essa não se repitam”.
NOTA: Ficamos entristecidos por casos assim acontecerem, mas não expressa a realidade de uma grande parte dotaxista-evangelico-expulsa-passageira-satanista povo cristão/evangélico do Brasil. Um ato desnecessário por parte do taxista evangélico, que assim como o aplicativo Uber, estava prestando um serviço e o passageiro teria por direito de ser atendido as sua necessidades, independente da opção religiosa do motorista ou do passageiro.-Comente você também e diga o que pensa deste tipo de atitude.
Assista o vídeo postado por Eliza em seu perfil no Facebook e comente…

08 março 2016

Padre flagrado usando cocana em casa ; causa polêmica!



As imagens de um padre cheirando cocaína ganharam repercussão na mídia após serem divulgadas pelo tabloide britânico The Sun. Na gravação, Stephen Crossan, de 37 anos, aparece conversando com os convidados de uma festa dada por ele na casa da igreja católica de St Patrick, em Banbridge, na Irlanda do Norte. Em seguida, Crossan coloca um cigarro em um cinzeiro e parece dizer "eu não deveria", antes de se abaixar e inalar – usando uma nota de 10 libras – o pó branco em cima de uma mesa.


Dois convidados disseram que não sabiam que Crossan era religioso e que estranharam ao chegar ao imóvel paroquial. "Ele disse que era um trabalhador social, mas nos disse a verdade quando percebemos que vivia no terreno da igreja.”

Porém, as surpresas não pararam por aí: objetos que remetem ao nazismo decoravam a casa do padre. "A casa era linda, mas nós ficamos surpresos ao ver o material nazista. Era por toda a casa. Em um determinado momento, Stephen colocou um chapéu e até fez uma saudação nazista”, contou uma testemunha.

Assembleia de Deus Madureira em Guerra! Tocando no 'ungido'!

Mais uma noite histórica na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Volta Redonda Ministério de Madureira. Na noite de 23 de Fevereiro aconteceu, na CADEVRE, a AGA (Assembleia Geral Administrativa) que trata dos assuntos de união, transferência, disciplinas eclesiásticas entre outros. Desde que o Conselho Fiscal da igreja apresentou um relatório contendo as irregularidades cometidas por David Cabral na administração da CADEVRE, o pastor não tem tido mais sossego, pois o que então era obscuro aos membros, tornou-se conhecido por toda a membresia. Este relatório, já divulgado aqui no Fuxico, tem informações que mostram quantos desvios de finalidades do dinheiro da igreja estão acontecendo, bem como a incompetência na administração de David Cabral e sua diretoria.

Nessa reunião administrativa o pastor David Cabral propôs, à igreja, a suspensão de direitos e, conseqüente destituição dos cargos, dos irmãos membros do Conselho Fiscal da igreja, por entender que eles emitiram um relatório mentiroso e espúrio, além de chamá-los de avarentos. Acontece que tais membros do Conselho Fiscal forem eleitos em Assembleia no dia 27 de Outubro de 2015, por maioria absoluta dos presentes membros da igreja, portanto, David Cabral e o ministério não teriam autonomia nem competência de propor tal disciplina e muito menos a destituição dos cargos dos membros do Conselho Fiscal. Além disso, Cabral não apresentou nenhum documento ou prova sequer daquilo que disse a igreja sobre os conselheiros. Mas mesmo assim, diante de sua explanação, o ministério, do qual a igreja entendeu que não se pode esperar mais nada, pois se tem mostrado estático diante de tantas irregularidades (adultério, divórcio, desvios...), aprovou a idéia do pastor. Acontece que a decisão do ministério precisa ser homologada pela igreja em assembléia AGA, conforme previsto no estatuto da CADEVRE.

Sabendo de tal decisão absurda, os membros da igreja, inconformados com essa atitude do pastor David Cabral, se mobilizaram e compareceram em massa a Assembleia realizada dia 23 de Fevereiro e, após uma acalorada e exaltada reunião de assembléia, a igreja decidiu, por maioria absoluta, REJEITAR a proposta de David Cabral, ou seja, os Conselheiros Fiscais continuarão exercendo suas funções normalmente.
                           

Essa atitude de Cabral foi uma tentativa de manobra para evitar que os conselheiros participem da Assembleia Geral Ordinária AGO no próximo mês de Março e apresentem o parecer final das contas da igreja a toda a congregação, conforme norma estatutária.