11 julho 2013

Cuidado com o cão - Dep Jair Bolsonaro na CDMH - Marco Feliciano

Em defesa da vida, os deputados do PSC Zequinha Marinho (PA), Takayama (SP), Costa Ferreira (MA) e Pastor Marco Feliciano (SP) participaram nesta quarta-feira (10) de audiência pública que discutiu a violação dos direitos humanos do nascituro, realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A luta contra o aborto tem sido uma das principais bandeiras do partido. “O PSC é o partido brasileiro que possui a ideologia da vida. Nós temos o ser humano em primeiro lugar e essa bandeira é inegável, somos contra o aborto. E essa comissão, que é presidida por um deputado do PSC, não poderia deixar de falar sobre esse assunto”, ressaltou o presidente da CDH, deputado Pastor Marco Feliciano.

A audiência girou em torno principalmente da polêmica aprovação, pelo Senado, do PLC 03/013. A proposta, aprovada no último dia 4 de julho, na prática, legaliza o aborto no Brasil. O projeto de lei tramitou em regime de urgência e, em pouco mais de dois meses foi aprovado, em quatro votações relâmpagos, na Câmara e no Senado, sem que a maioria dos parlamentares tivesse tempo para tomar conhecimento do verdadeiro teor do assunto. A matéria foi enviada à sanção da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o deputado Marco Feliciano, os parlamentares foram enganados. “A palavra chave “aborto” não consta no projeto”, ressaltou. O paulista afirmou ainda que entrará ainda essa semana com um documento pedindo o veto total da presidente Dilma Rousseff à proposta. “Daqui hoje sai uma resolução, as frentes contra o aborto vão se reunir e vamos fazer um documento pedindo à presidente Dilma que vete o PLC 03/13, já que ele é subjetivo, não fala nada sobre o aborto, mas o aborto está intrínseco em cada um dos seus artigos”, informou o deputado do PSC.

Convidado para o debate, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, professor e mestre em Direito, lamentou profundamente a aprovação do PLC 03/13 pelo Congresso. “Estamos fazendo essa audiência após uma ação muito triste do Congresso, que aprovou essa proposta tornando legal o aborto no Brasil. Os projetos de lei terão que ser lidos com uma lupa, para sabermos o que está por trás deles. Na sociedade precisamos de lei exatamente porque existem pessoas mal intencionadas”, alertou o padre.

Os ministérios da Justiça e Saúde também foram convidados, mas o primeiro alegou que o assunto não era de sua competência, e a pasta da Saúde informou que já tinha muitos eventos marcados para essa semana.

Todos contra o aborto

“A nossa Constituição fala que o direito à vida é inviolável, e se é inviolável precisa ser preservado. A vida começa na concepção, e não quando sai do ventre da mãe. Em um país como o Brasil, onde condenamos a pena de morte, como podemos ser tão hipócritas ao aceitar o assassinato de milhares de crianças?”. Deputado Pastor Marco Feliciano

“O que está acontecendo nesse país é o que eu chamo de amnésia conveniente. Se alguém tocar em um ovo do Projeto Tamar é preso, mas, no entanto, esse mesmo raciocínio não se mantém com o ser humano”. Deputado Takayama (PSC-SP)

“Desde a Constituinte que estou nessa Casa lutando por uma minoria que tem tentado aprovar aberrações contra as cláusulas pétreas da Constituição Brasileira. Os direitos do nascituro são previstos nos artigos 5º e 60 da nossa Carta Magna. Esses indivíduos sim devem ter os direitos humanos preservados”. Deputado Costa Ferreira (PSC-MA)

“Eu entendo que quando a criança é torturada em seu ventre materno seu direito à vida é violado. Crianças estão sendo estraçalhadas em nome de pesquisas de células tronco para curar doenças degenerativas em adultos. Isso é uma afronta aos direitos humanos”. Deputado Henrique Afonso, autor da audiência pública

“O aborto é uma miséria que deve ser evitada a todo custo nesse país. Os políticos precisam negociar o veto com a presidente Dilma. Nós não somos vaquinhas de presépio, estamos nos fazendo ouvir”. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Nenhum comentário: